sábado, 9 de fevereiro de 2019

Eu não sei o que está acontecendo comigo...
Sinto como se não me encaixasse em nenhum lugar
Sinto como se nada fosse o bastante.
Fico nessa montanha russa de sentimentos e emoções
Vivendo esse medo insano de falhar e de me aborrecer
Medo de não ser o bastante, pros outros e pra mim.

Onde tudo começou a desabar?


As vezes, penso que, por muito tempo tudo estava fora do lugar e eu me escondia de tudo com uma cortina de sentimentos fáceis, relações fáceis e escolhas falhas.


E agora, como conviver com tudo isso?
Por onde começar, agora que a cortina caiu?
Será que eu realmente sei quem sou?


Eu realmente não sei o que fazer,
Não sei se a fuga de tudo, no fundo seja apenas uma fuga de mim
Não sei de onde vem essa insegurança que teima em permanecer no meu peito
Não sei mas onde fazer morada.
Essa insegurança estraga tudo
Detesto pensar no que ser antes de ser
Detesto ações premeditadas
Eu amo a espontaneidade das coisas, mas ser espontânea me faz parecer errada ou tola.

Minha intensidade de repente se tornou vulnerabilidade

Será que sempre vivi errado?
Que a minha forma de ver as coisas está totalmente distorcida?
Não sei, realmente não sei.

Quando comecei a pensar muito, perdi o caminho de volta para o “não pensar”.
Sinto falta do viver!
Do viver puro
Sem preocupações
Sem hesitações
Sem idealizações


Da vida nua
De sentimentos limpos
De vida sem promessas
De obrigações e preocupações com algo que deveria ser natural


Ah como eu amo a naturalidade das coisas…
A naturalidade das pessoas
do olhar sincero
do sorriso no canto da boca
do reflexo da luz do Sol poente em um rosto bonito
do cheiro da pele
do formato dos cílios
do sorrir com o olhar
da boca se movendo em cada palavra


Em que momento deixamos de nos preocupar com as pequenas coisas?

Qual foi a escolha que eu fiz que me colocou nesse lugar?
Em que momento parei de me preocupar com o que sinto e passei a fazer o que achava certo, apenas?
Quando deixei de me conhecer?

E o mais importante, como voltar?



segunda-feira, 5 de setembro de 2016

A gente tem que se amar mais!

Me cansei de chegar em festas e ver grupinhos de mulheres divididas, disputando atenção dos zomi e de todos ao seu redor. Basta você estar em um lugar e chegar uma mulher para todas as outras olharem procurando defeitos, imperfeiçoes, que todos nós temos.
E tudo isso para que?
Por nada, e para nada!
Por culpa de uma sociedade machista que nos ensina que somos adversárias, que precisamos disputar pelos homens, disputar por um espaço no trabalho, na faculdade... na vida. Em uma sociedade que não aceita mais de duas mulheres "bacanas" em uma roda de homens, afinal se a mulher é "legal" é por que ela "parece" homem.
Chega disso!
Você não precisa se intimidar com a minha presença, nem eu com  tua.
Você não precisa procurar defeitos em outras mulheres para se sentir mais confortável com os seus.
Não precisa ser a mais bonita da balada, nem a mais descolada na rodinha dos amigos.
Nem ter medo de perder o emprego quando aparecer uma nova mulher no escritório, chamando a atenção dos patroes por causa do corpão".
Nós não precisamos competir por nada, NEM POR NINGUÉM.

A nossa beleza está nas nossas diferenças.
Nossa força está na nossa união.
Somos fortes, sempre seremos.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Como a vida me tornou DURONA.


As experiencias que vivenciamos no nosso dia-a-dia são o que nos torna quem somos, a forma como encaramos a vida e como reagimos diante de diferentes situaçoes.
Depois de tantas decepções, não somente em relacionamentos próprios, mas até presenciando situaçoes com amigas, passei a ser mais DURA em todos os aspectos da minha vida, e por isso muitas vezes ouvi pessoas se referindo a mim como "insensível, coração de pedra" entre outros adjetivos.
A questão é que depois que você sofre a primeira vez, que quebra a cara a primeira vez com um "amor". tudo na sua vida muda, a forma como se envolve, se relaciona e principalmente sua tolerância com as pessoas a sua volta muda, afinal ninguém quer se machucar duas vezes.

E muito foda você conseguir confiar novamente em alguém sabendo que existe tanta gente filha da puta nesse mundo, vendo como os namorados de suas amigas ou seus próprios colegas desrespeitam a fidelidade que estabeleceram.

Além disso esse bloqueio abala todo o emocional, a falta de confiança nas pessoas dificulta a entrega nas nossas relações, e faz com que um mínimo problema te faça querer jogar tudo pro alto. E aí vem aquela pessoa que tu gosta e pensa: "PORRA, ela quer terminar por tudo", "ela nem confia em mim", "ela não deve gostar de mim de verdade". Enquanto você só não consegue demonstrar aquilo que sente por insegurança, medo ou até orgulho, é cara, é foda baixar a guarda depois de tanto tempo com ela armada.

A parte boa de tudo isso, é que uma pessoa DURONA possui outras perspectivas de vida quando se trata de um relacionamento, a gente deixa de buscar um príncipe encantado em um cavalo branco, e passa a ir em busca de relacionamentos sinceros. Não precisa ter denguinho, vários "Eu te amo" da boca pra fora, declarações de amor e promessas, basta que seja completo no PRESENTE, sem compromisso com qualquer futuro, que seja honesto e intenso, que não te encha de ilusões, mas que bote os pés no chão com você, e que te transmita confiança suficiente em saber que se em algum momento não der mais, seu companheiro falará pra você da forma mais honesta possível, ao invés de alimentar um "amor" repleto de ilusões.

Queremos relações de verdade, noites mal dormidas, sem MIMIMI e amorzinho, com muito sexo, respeito e sinceridade.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Confissão de uma romântica idealizadora de merda!

PS: Texto antiguinho, desde que escrevi MUITA coisa mudou - quase tudo - mas é um texto que tenho muito carinho, por isso resolvi postar.
Hoje eu sei que um dos meus maiores defeitos - se não o maior - é ser estupidamente idealizadora! Todas as horas gastas lendo romances água com a açúcar, Romeu e Julieta de Shakespeare, O Diário de uma Paixão de Nicholas Sparks, Um Amor para Recordar e inclusive Crepúsculo (atirem pedras) me tornaram uma romântica incansável, o grande problema de tudo isso é a idealização. Eu tenho o poder de idealizar tudo e todos! Basta me interessar por alguém e imagino todos os próximos passos, tenho tudo planejado na minha mente, cada segundo, cada palavra, cada olhar. Quando menos espero me vejo criando conversas na minha mente, fazendo perguntas e esperando exatamente aquelas respostas, idealizo encontros, jantares, filmes, declarações, noites mal dormidas... tudo! E aí vem a realidade... Nela cada beijo, cada abraço, cada frase, cada promessa parece não ser suficiente comparada aos meus contos de fadas internos! Nada que possam fazer chega perto do que sonhei, ninguém chega perto do príncipe encantado que imaginei, nenhum beijo é tão bom quanto o que eu esperava, e toda minha idealização é frustrada com sentimentos pela metade, amor pela metade. As pessoas não se entregam, dão apenas a metade do que tem e eu não as culpo, mas sempre quero tudo, sempre quero o máximo delas, quero entrega total, quero paixão ardente e enlouquecedora... E aí vem a frustração! Sempre vem... A parte que eu considero boa, (mas talvez seja a pior) é que eu me canso rápido das pessoas, justamente por elas nem chegarem perto de tudo que idealizei, me canso rapidamente porque as comparo com algo que está apenas na minha cabeça, algo que eu mesmo criei, algo que eu esperava delas. Não sofro por elas, porque sempre tenho um novo romance para ler, e com ele sonhar novamente. Rapidamente me apaixono e esqueço, rapidamente gosto e desgosto, mas não me canso! Vivo nessa procura incansável de um amor maior, de um conto de fadas sim! De um amor talvez irreal para a maioria, mas necessário pra mim!